Já aviso que a postagem não tem plano de voo.
Eu só estou puta demais, triste demais... Qualquer coisa ruim demais pra ficar quieta E pra ajudar, estou com cólicas e gripada.
Creio que boa parte de tudo isso que acomete meus pensamentos seja culpa dos hormônios que resolvem brincar com meu humor e projetar pensamentos absurdos na minha cabeça. Mas tem coisa que realmente me magoa, e a culpa não é tão hormonal.
Sabe aquele velho papinho de mensagens (des)motivacionais da internet? "O meu erro é esperar que os outros façam por mim o que eu faria por eles". É.
Dizem que o ano de 2014 é o ano na astrologia que vai quebrar muitos laços, e unir outros por muito tempo. Já estou com minha dose de laços quebrados há um bom tempo. E já estou de saco cheio de muita coisa na minha vida. Principalmente no que diz respeito as minhas supostas amizades.
Sempre fui muito carente. Filha única, problemas sérios na família, doente por toda a infância, sofri bullying na escola (principalmente de uma garota mais velha bem cretina que tinha o nome parecido com um produto de limpeza), tive um início de vida amorosa extremamente conturbado... Enfim. Tudo isso fez da minha vida sentimental um belo monte de merda. Recentemente descobri uma expressão em inglês que traduz todo o meu séquito sentimental durante a adolescência, e que me persegue até hoje. Wallflower. Desconhecia essa palavra até dezembro do ano passado, quando resolvi acatar com a indicação da Milla e ver The Perks of Being a Wallflower (com a d.i.v.a. Emma Watson). Daí desabei. Vi muitas coisas da minha vida passando diante dos meus olhos. Vi que estava de saco cheio das minhas atitudes complacentes perante os descasos de muitos desses meus "amigos". Passei boa parte da minha vida sendo coadjuvante da mesma. Apenas via as coisas acontecendo. Nunca fui (ou nunca me senti) o foco de nada. Nunca. Sempre gostei das sombras do anonimato. Sempre invejei as outras pessoas que pareciam tão felizes fazendo sabe-se lá o que que elas faziam. Me enchia de ódio. Amargura. Arquitetava mil planos, ensaiava falas e situações de como agir pra sair da posição em que eu estava. Mas pensar sempre foi muito mais fácil do que agir. E tudo ia bem, mas só que na minha cabeça. Olho as fotos de turma do colégio e percebo que fui invisível. Era como se eu não existisse. Toda uma existência na escola, e não fui lembrada por uma mísera foto. Aliás, eu era tão boa em ser invisível que quando foram homenagear os alunos mais antigos do colégio (estudei lá por 13 anos) colocaram a data errada da minha matrícula na caneta que ganhei de presente. Pensei em dar o piti; o rebucetê todo armado na minha cabeça. Apenas engoli em seco e voltei pro meu lugar. Minha mãe achou absurdo, propôs ligar na secretaria da escola pra corrigir. Me fiz de indiferente e escondi a caneta. Foi pro meu mural interno da vergonha.
O Ensino Médio não foi de todo ruim. Conheci algumas pessoas que viriam a me tirar da minha situação de espectadora, pro bem ou pro mal. Mas eu não sabia lidar com todas essas emoções, acabei metendo os pés pelas mãos, deixando que meu orgulho falasse mais alto, e quando vi: o angu já tava todo encaroçado. A menina que era uma grande amiga foi pra um lado (ambas putas da vida uma com a outra), minha suposta alma-gêmea parecia ter muito mais coisas com que se importar do que comigo e o signo extremamente solar do meu eterno companheiro de venenos me ofuscava.
Foi na faculdade que descobri aqueles que pensei que seriam eternos. De certa forma, uma delas ainda é e permanecerá assim, até o fim da existência. Mas ainda assim eu estava me descobrindo. Vi que a vida poderia ser muito mais legal do que apenas ver tudo de longe, passiva. Criei laços de amor e amizade que ficaram marcados em mim. Criei expectativas. Descobri que aquilo era algo que valia, que rolava lutar até a morte pra defender. Eram pessoas que eu dizia com orgulho "eu mataria por você!". Daí a vida aconteceu. O tempo passou, as prioridades mudaram, e eu me vi sozinha. De todas as pessoas que riam comigo, que participavam das brincadeiras, que defendiam a tal amizade, só me restou uma, e ela está há quilômetros de distância de mim. Ironicamente, quem está mais perto se fez mais distante. Mas eu continuei na ideia de que seriam pessoas pelas quais eu mataria. Esse ano percebi que tem gente que, por mais que eu tenha amado no passado, não vale uma gota de sangue ou suor derramado. Eu poderia matar por eles, mas nenhum deles se lembraria do meu nome depois de alguns meses.
Daí resolvi mudar de atitude! Colocar em prática todas aquelas imagens ensaiadas da minha cabeça, com falar e gritos e espetáculos. Me disseram que eu era dramática demais. Mas, caralho, eu passei a vida toda me escondendo dos meus próprios dramas, e quando consigo vencer essa barreia, filho da puta vem me dizer que eu SOU dramática?
Enfim, fiz tudo na maior classe. Até escrevi um texto aqui (a ideia era mandar na casa do infeliz, mas era "dramático demais"). Pensei que tava abafando. Mas quem leu não era quem eu queria que lesse. O cretino até curtiu a publicação sem ler. Fiquei fula.
Desde então não dei sinais da minha existência. Achei que viriam perguntar como estava, se estava bem, qual motivo de ter sumido.
Mas, aparentemente, continuo muito boa no quesito invisibilidade.
Sabe... É pedir demais que as pessoas se lembrem de mim? Sabe... Nem ligo de esquecerem o H no final do meu nome, só quero que saibam quem é Deborah. Mas acho que nem se eu usar meu avental da pré-escola que é bordado em vermelho com meu nome, o pessoal vai saber. E olha que não é porque sou pequena ou comum. Faço questão de aparecer. (Aliás, deve ser por isso que curto tanto coisas chamativas: roupas, cabelo, sapatos, acessórios, etc). Quero ser notada como ser humano. Mas aparentemente nem aqueles que sempre juraram amizade eterna lembram de mim. Daí fica foda pra quem acabou de me conhecer saber que eu sou né.
Cansei. Se não fosse meu estágio probatório no estado eu dava um jeito de tirar licença de uns meses e sumir por aí. Não dá. Quem realmente se importa comigo faz isso não importando a distância. Sei que posso ir pro sul da Patagônia que, quando voltar, ainda serão meus amigos. Mas acho que tudo seria bem mais simples se eu simplesmente sumisse. De verdade. E por vontade própria. Não pela insignificância que dão pra mim em suas vidas.
Mas foda-se. Acho que tudo isso é efeito da gripe forte ou coisa assim. Sei que vou dormir e acordar bem pior. Mas depois vou dormir de novo e levantar. O show tem que continuar. E eu vou estar lá, nas coxias, invejando a atriz principal da minha vida, que não sou eu, mas o reflexo do que eu desejo ser: alguém que não eu mesma.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Viva Forever
"Slipping through our fingers like the sands of time, promises made, every memory saved as reflections in my mind"
Obs: Eu tive um surto de Spice Girls também nessa semana. Citei dois trechos de duas letras delas, uma logo no começo é Viva Forever, e a outra é Goodbye. Curiosamente, as letras das músicas delas sempre arrumam um jeitinho de se encaixar em alguns momentos da minha vida. Vai entender!
E nessa semana de recesso escolar eu tive o tempo necessário pra pensar em alguns aspectos da minha vida. Dentre eles, os fantasmas do meu passado. Sou assombrada por uma série deles, e percebi então que se não fosse o apoio dos meus amigos não teria como continuar em frente. Pude perceber também que nem todo mundo que se diz meu amigo realmente está ao meu lado nos momentos que eu mais preciso. Levando em conta que minha fase atual é a de renovação, decidi por fim deixar algumas coisas para atrás, no passado, incluindo algumas pessoas. Não que elas tenham deixado de ser importantes pra mim, ou que eu as ame menos do que antes mas... A verdade é que vivemos as consequências de nossas escolhas. Em algum momento da vida de uma pessoa ela decidiu optar por algo que acabou não me incluindo nisso. Uma relação amorosa, por exemplo. Ela poderia manter a amizade e a relação? Poderia. Mas escolheu não fazê-lo.
Daí eu xinguei, chorei, me desesperei; "Ah não, não admito perder meu amigo!". Entrei na fase do "Preciso fazer alguma coisa" e "O que existe entre nós nunca vai acabar". Mas... A verdade é que já tinha acabado fazia tempo. Eu (nós, né titia?) é que neguei até o ultimo momento. Meu aniversário chegou, o dia marcado pra comemoração veio, mas a pessoa não. Os parabéns mandados via mensagem não supriram o tamanho do buraco que se formou na relação, e então eu notei com quem poderia contar a partir daí. Quem sempre esteve ao meu lado. Quem, faça chuva ou faça sol, faz um tremendo esforço pra me ver, quem atura minhas crises, quem ri das piadas. Escolhi permanecer com eles, que sempre fizeram tudo por mim. Os outros... Bem... Os outros vão estar sempre no meu passado, num lugarzinho especial no coração, mas já não possuem mais espaço na minha vida. Daqui pra frente, seremos nós. Eu e minha irmã, e nada vai nos separar, nem a morte. Mesmo que uma de nós morra, a outra vai atrás, nem que seja no Inferno, nem que seja em outra vida.
E pra você, amigo... Até mais. Não vou dizer Adeus, pois ainda tenho esperanças no seu retorno. Mas meu orgulho me impede de rastejar atrás de você por alguns minutos de atenção. Você sabe onde eu moro e onde eu trabalho. "Ouça, pequena criança. Virá um dia que você poderá dizer, não importa a dor ou a irritação, que há um jeito melhor para eu e você... Adeus meu amigo. Eu sei que você se foi, mas eu ainda sinto você aqui. Você precisa manter-se forte antes que a dor se transforme em medo. Estou tão feliz pelo que fizemos, o tempo nunca mudará isso."
E agora, é seguir em frente, titia. Temos o mundo todo pela frente, e ele é pequeno demais pra nós duas (e o Shura, porque... né?)
Viva Forever
Obs: Eu tive um surto de Spice Girls também nessa semana. Citei dois trechos de duas letras delas, uma logo no começo é Viva Forever, e a outra é Goodbye. Curiosamente, as letras das músicas delas sempre arrumam um jeitinho de se encaixar em alguns momentos da minha vida. Vai entender!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Carta aos meus amigos.
Minha vida não anda lá aquelas coisas. Tenho um emprego que me sustenta, mas não me faz feliz. Vou mal das pernas quando o assunto é dinheiro, e a saúde não vai bem, obrigada. Meus únicos momentos de diversão são quando durmo... As vezes me distraio lendo algum livro. Sei que no fundo não posso reclamar. Tem muita gente por aí que gostaria de ter uma vida como a minha, e que trocaria de lugar facilmente comigo, afinal, sei e tenho consciência de que não passo de uma garota mimada da classe média, que gosta de reclamar dos traumas de infância só para ter um assunto mais interessante nas raras conversas de bar.
Mas... O que faz valer a pena?
O que me faz seguir em frente é aquilo que me segue de outras vidas, suponho. É o que me dá forças, e me dá esperanças também. Aquilo que me ergue nas horas mais difíceis, o que motiva (quando está longe) e sana minhas lágrimas.
Sou filha única e sempre convivi com meus fantasmas pessoais desde cedo. Era daquelas que, nas viagens á praia, me aproximava de qualquer outra criança só pra ter um pouco de companhia, pra variar. De uns anos pra cá, por conta de decisões pessoais e de ocorridos da vida, percebi que a tendência era a solidão. Sei que acabarei sozinha... Todos acabaremos. Mas... Eu tenho certeza que se depender de vocês, meus amigos e irmãos, eu sempre terei um remédio pras minhas dores, um ombro onde chorar e um sofá confortável e quentinho onde me abrigar da vida fria e cruel.
Nos conhecemos de outras vidas, isso eu tenho certeza. A coisa mais profunda que me aconteceu em anos, e duvido que exista alguma outra que se equipare a isso. Só queria que a vida parasse de me pregar peças e de ficar levando todos vocês pra longe de mim, me convertendo ao estado de torpor que a solidão me causa.
Amo vocês mais do que tudo o que poderia amar. Amo como se fossem meus irmãos, e acho que isso é muito, uma vez que não tenho irmãos de sangue. Não sei viver sem vocês, não consigo... E por mais que eu tente, sinto que acabarei por perder totalmente minha sanidade.
Só queria ter vocês por perto. Mas... Quem ama deixa livre, não é?
E eu amo tanto vocês que, dessa vez, vou deixar meu egoísmo doentio de lado, e deixar que vivam suas vidas, onde quer que elas os levem... Mesmo que seja pra longe de mim.
Eu vou ficar aqui... Esperando... Com minha sanidade por um fio nesse meio tempo, só na esperança de que um dia possamos voltar a dar risadas e beber algo refrescante á sombra, num dia de calor.
Vou morrer de saudades, mas também vou morrer de felicidade na hora que vocês voltarem.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Carta ao Professor.
Pensei boa parte do dia em como fazer uma homenagem ao senhor, professor.
Queria que fosse algo especial. Algo digno de sua pessoa, de sua inteligência... De sua tamanha sabedoria.
Daí percebi que nada mais sou que uma reles aprendiz. Uma aluna de suas ideias mirabolantes, de seu mundo fantástico e de sua persona, sempre coerente e pronta para pensar profundamente acerca do mundo que o cerca.
Com o senhor, aprendi a escrever. Não que não fosse alfabetizada, mas que, antes, não colocava sangue e suor e meus textos. Antes, as palavras não saíam de mim. Eu não sabia que, para escrever bem, era necessário sofrer. Sofrer com a dor de querer expressar algo que se sente, que se pensa, mas que, ao buscar as infindáveis palavras, não se consegue. Aprendi que escrever dói.
Mas também descobri que, quando consigo atingir meu objetivo, tamanha é a minha felicidade ao ler algo que eu pude expressar perfeitamente com palavras, para que outras pessoas possam entender e conhecer.
Digo, hoje, que me tornei uma pessoa melhor. E posso dizer, também, que foi graças ao senhor.
E, por mais engraçado que pareça, foi dessa forma, professor, que descobri que acreditar em Deus não é nenhuma vergonha. Mesmo que esse Deus não exista.
Obrigada por existir. E que Valinor seja tão linda como eu a imagino. Espero poder encontrá-lo por aí, quando for minha hora de partir.
Queria que fosse algo especial. Algo digno de sua pessoa, de sua inteligência... De sua tamanha sabedoria.
Daí percebi que nada mais sou que uma reles aprendiz. Uma aluna de suas ideias mirabolantes, de seu mundo fantástico e de sua persona, sempre coerente e pronta para pensar profundamente acerca do mundo que o cerca.
Com o senhor, aprendi a escrever. Não que não fosse alfabetizada, mas que, antes, não colocava sangue e suor e meus textos. Antes, as palavras não saíam de mim. Eu não sabia que, para escrever bem, era necessário sofrer. Sofrer com a dor de querer expressar algo que se sente, que se pensa, mas que, ao buscar as infindáveis palavras, não se consegue. Aprendi que escrever dói.
Mas também descobri que, quando consigo atingir meu objetivo, tamanha é a minha felicidade ao ler algo que eu pude expressar perfeitamente com palavras, para que outras pessoas possam entender e conhecer.
Digo, hoje, que me tornei uma pessoa melhor. E posso dizer, também, que foi graças ao senhor.
E, por mais engraçado que pareça, foi dessa forma, professor, que descobri que acreditar em Deus não é nenhuma vergonha. Mesmo que esse Deus não exista.
Obrigada por existir. E que Valinor seja tão linda como eu a imagino. Espero poder encontrá-lo por aí, quando for minha hora de partir.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Vinte e cinco
E hoje (na verdade amanhã, 20/08. Eu acordo cedo e não rola esperar até meia-noite pra postar o texto) é o dia do ¼ de século da irmã que eu escolhi ter.
Hoje é o dia em que eu posso comemorar o fato de ela, um dia, ter nascido.
Assim, eu tenho, hoje, uma pessoa com quem rir, e uma pessoa pra quem chorar.
Lembro que, quando nos conhecemos, você disse que iria
começar a usar cremes anti-rugas aos 25. Que se fosse pra ter filhos, seria
antes dos 25. E que, quando se casasse, usaria um vestido com 25 caudas de
metro (?!).
Hoje, muito tempo depois, vejo como as coisas mudaram na sua
vida. Como éramos inocentes. E como tudo, mesmo parecendo estar pior, melhorou.
Você ainda é a mesma de sempre. E agradeço cada dia mais por
existir na minha vida. Mas vejo que você está mais madura. O que é bom, pois você nunca gostou muito de verde.
Vejo como que duas pessoas completamente diferentes podem
ser tão próximas em sí, e como uma não consegue, mesmo distantes, viver sem a
outra.
Quero que esse seu novo ano seja bem diferente dos
anteriores. E melhor. Que tudo de ruim de afaste, e que seu imã pra criaturas
bestiais quebre; melhor! Que ele inverta de pólos!
Te desejo roupas bonitas, livros bons, cafés glamourosos e
Melissas bonitas e confortáveis.
Desejo que você seja feliz, mesmo sabendo que finais felizes
não existem.
E, se eles existirem mesmo, que você seja a primeira a me
mostrar isso.
Te amo Hachiko.
Nana.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Quando eu era criança...
Sonhei ser muitas coisas.
Primeiro quis ser dona de uma floricultura. Depois, quis ser pintora de quadros. Daí quis ser escritora de romances.
Sonhei ser arqueóloga. Depois, em ser cantora. Daí, quis ser atriz.
Sonhei muitas coisas pro meu futuro.
Só não poderia adivinhar que seria uma tremenda idiota.
Primeiro quis ser dona de uma floricultura. Depois, quis ser pintora de quadros. Daí quis ser escritora de romances.
Sonhei ser arqueóloga. Depois, em ser cantora. Daí, quis ser atriz.
Sonhei muitas coisas pro meu futuro.
Só não poderia adivinhar que seria uma tremenda idiota.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
2012 e s(m)eus problemas.
É tanta coisa pra falar que nem sei por onde começar.
Estou tão frustrada, tão puta da vida com esse ano de merda, que sinceramente não consegui traçar uma linha clara de raciocínio para essa postagem. Principalmente porque tem um bando de imbecis, que não me conhecem, mas são cheios de criticar minha vida e o que escrevo aqui, pensando ser algum tipo de blog tentando ser cômico/irônico, e não vida real. Sério, se não entendeu ainda, isso é SIM um desabafo real, não é pra ser cômico ou irônico e, se você acha que é, suma dessa página já!
Enfim... Quando me demiti daquele lixo da Contax, coloquei na minha cabeça que encontraria um emprego na minha área. Afinal, sempre tive as melhores notas no colégio, as melhores notas da faculdade, e na pós-graduação a coisa vai progredindo muito bem. Tenho me dedicado ao meu TCC como jamais me dediquei a algo antes. Meus trabalhos são feitos a base de suor e sangue, de noites mal dormidas e força de raciocínio ímpares. Decidi que merecia algo mais do que o salário mínimo de atendente de telemarketing e os xingamentos dos clientes. Havia decidido, meses antes, quando deixei as aulas do Estado de São Paulo, que encontraria um emprego fixo, em alguma empresa onde eu poderia ficar por anos seguidos, sentindo a doce sensação de dever cumprido; a sensação única de saber que seu serviço é único.
É. Até agora nada. Até agora, estou desempregada. Há mais de um ano, estou esperando e correndo atrás de alguma empresa onde isso seja possível. Passei por todo tipo de situação no ano de 2012 procurando emprego. Uma mais revoltante que a outra. Se não era a empresa que era podre, como uma ONG Cristão, filiada a um partido político na Casa Verde, em São Paulo, como empresas terceirizadas de RH, que forneciam vagas fantasma na internet, com informações erradas ou, o mais provável, intencionalmente distorcidas. Até propostas de prostituição recebi ao me candidatar a uma vaga de vendedora de roupas. Desde então, me limitei a procurar serviços na minha área. Sou formada em história, e estou terminando uma pós-graduação em História da Arte. Amo o que estudo e o que escolhi. Mas isso parece não significar nada para o mundo.
Concomitantemente, a situação financeira da minha família não tem sido das melhores. Meu pai, que apesar dos 62 anos de idade (completos no dia de hoje), continua agindo como uma garoto de 15. Gasta dinheiro demais em coisas desnecessárias, vive a base de segredinhos fora de casa, some com amigos e parentes, reaparece horas depois, por vezes de madrugada, até alcoolizado, e ri como se nada acontecesse. Quando as contas começam a vencer, o bom humor e a disponibilidade, toda a jovialidade, parece se esvair no ar. São encenações copiosas da tal personagem Carminha que tendem a reaparecer aqui em casa, com explosões mútuas aos berros e mimimis de todo o tipo. "Porque eu sou isso, eu sou aquilo, minha vida é uma desgraça, eu sou desgraçado" e etc. Por vezes chego a pensar que se ele tivesse seguido a carreira de ator, nossa situação financeira seria bem outra.
Minha mãe não vai bem, obrigada. A saúde vem se deteriorando, devido aos dias incansáveis de trabalho em casa, mais seus trabalhos mentais árduos para administrar da melhor forma as contas da casa. É estresse, noite sem dormir, dores de estômago, problemas na gengiva, problemas de circulação, problemas respiratórios, problemas nos nervos, e de todo o tipo que se pode imaginar. Creio que deva estar depressiva também.
O bem-estar não é algo que exista em minha residência.
A tensão no ar é grande e eu não possuo ânimo para aliviá-la.
Acredito que se eu arrumasse um emprego, tudo seria melhor. Mas lembro como foi quando resolvi largar tudo e ser atendente de telemarketing, e desisti na hora de trabalhar mais uma vez com algo que não fosse com o que estudo.
Pra ajudar tudo, tenho dois cães. É. Dois animaizinhos lindos. Uma vira-latas, Hana, e um beagle, Toby. O segundo é epilético. Descobrimos esse ano também, após muitas crises convulsivas, que nos tiraram o pouco de sossego. Ele toma muitos remédios, e as doses não estão muito reguladas ainda. O que o deixa transtornado, molenga e, por conta de sua indubitável falta de vergonha na cara, o põe em perigo latente. Essa semana, machucou um dos olhos. A culpa recaiu sobre a Hana, por suas crises violentas de ciúme, mas ainda tenho dúvidas.
Então... Fico aqui pensando: será que se eu tivesse escolhido outro curso, eu seria mais feliz, ou teria, ao menos, um pouco de paz? Será mesmo que tudo o que está acontecendo é uma puta sacanagem do kosmos, ou foi essa MINHA escolha errada que está atrapalhando tudo. Vejo pessoas que detesto aparentemente felizes pelas redes sociais, vivendo suas vidas e propagando amor. Eu só consigo propagar o vírus da gripe.
Agradeço, aqui, ao meu país, por me proporcionar um plano de carreira ótimo como professora, por valorizar o serviço de uma historiadora que ama o que faz, e principalmente, pelas campanhas super verdadeiras sobre a carreira do magistério, que me faz sentir muito mais idiota a cada dia.
Acabo o texto ainda com muito ódio no coração, e a espera do ano de 2013, se este realmente acontecer. Se 2012 for o ano do fim do mundo, só espero estar linda e maravilhosa, já que feliz me parece uma forma impossível de entrar para a eternidade dos astros.
Estou tão frustrada, tão puta da vida com esse ano de merda, que sinceramente não consegui traçar uma linha clara de raciocínio para essa postagem. Principalmente porque tem um bando de imbecis, que não me conhecem, mas são cheios de criticar minha vida e o que escrevo aqui, pensando ser algum tipo de blog tentando ser cômico/irônico, e não vida real. Sério, se não entendeu ainda, isso é SIM um desabafo real, não é pra ser cômico ou irônico e, se você acha que é, suma dessa página já!
Enfim... Quando me demiti daquele lixo da Contax, coloquei na minha cabeça que encontraria um emprego na minha área. Afinal, sempre tive as melhores notas no colégio, as melhores notas da faculdade, e na pós-graduação a coisa vai progredindo muito bem. Tenho me dedicado ao meu TCC como jamais me dediquei a algo antes. Meus trabalhos são feitos a base de suor e sangue, de noites mal dormidas e força de raciocínio ímpares. Decidi que merecia algo mais do que o salário mínimo de atendente de telemarketing e os xingamentos dos clientes. Havia decidido, meses antes, quando deixei as aulas do Estado de São Paulo, que encontraria um emprego fixo, em alguma empresa onde eu poderia ficar por anos seguidos, sentindo a doce sensação de dever cumprido; a sensação única de saber que seu serviço é único.
É. Até agora nada. Até agora, estou desempregada. Há mais de um ano, estou esperando e correndo atrás de alguma empresa onde isso seja possível. Passei por todo tipo de situação no ano de 2012 procurando emprego. Uma mais revoltante que a outra. Se não era a empresa que era podre, como uma ONG Cristão, filiada a um partido político na Casa Verde, em São Paulo, como empresas terceirizadas de RH, que forneciam vagas fantasma na internet, com informações erradas ou, o mais provável, intencionalmente distorcidas. Até propostas de prostituição recebi ao me candidatar a uma vaga de vendedora de roupas. Desde então, me limitei a procurar serviços na minha área. Sou formada em história, e estou terminando uma pós-graduação em História da Arte. Amo o que estudo e o que escolhi. Mas isso parece não significar nada para o mundo.
Concomitantemente, a situação financeira da minha família não tem sido das melhores. Meu pai, que apesar dos 62 anos de idade (completos no dia de hoje), continua agindo como uma garoto de 15. Gasta dinheiro demais em coisas desnecessárias, vive a base de segredinhos fora de casa, some com amigos e parentes, reaparece horas depois, por vezes de madrugada, até alcoolizado, e ri como se nada acontecesse. Quando as contas começam a vencer, o bom humor e a disponibilidade, toda a jovialidade, parece se esvair no ar. São encenações copiosas da tal personagem Carminha que tendem a reaparecer aqui em casa, com explosões mútuas aos berros e mimimis de todo o tipo. "Porque eu sou isso, eu sou aquilo, minha vida é uma desgraça, eu sou desgraçado" e etc. Por vezes chego a pensar que se ele tivesse seguido a carreira de ator, nossa situação financeira seria bem outra.
Minha mãe não vai bem, obrigada. A saúde vem se deteriorando, devido aos dias incansáveis de trabalho em casa, mais seus trabalhos mentais árduos para administrar da melhor forma as contas da casa. É estresse, noite sem dormir, dores de estômago, problemas na gengiva, problemas de circulação, problemas respiratórios, problemas nos nervos, e de todo o tipo que se pode imaginar. Creio que deva estar depressiva também.
O bem-estar não é algo que exista em minha residência.
A tensão no ar é grande e eu não possuo ânimo para aliviá-la.
Acredito que se eu arrumasse um emprego, tudo seria melhor. Mas lembro como foi quando resolvi largar tudo e ser atendente de telemarketing, e desisti na hora de trabalhar mais uma vez com algo que não fosse com o que estudo.
Pra ajudar tudo, tenho dois cães. É. Dois animaizinhos lindos. Uma vira-latas, Hana, e um beagle, Toby. O segundo é epilético. Descobrimos esse ano também, após muitas crises convulsivas, que nos tiraram o pouco de sossego. Ele toma muitos remédios, e as doses não estão muito reguladas ainda. O que o deixa transtornado, molenga e, por conta de sua indubitável falta de vergonha na cara, o põe em perigo latente. Essa semana, machucou um dos olhos. A culpa recaiu sobre a Hana, por suas crises violentas de ciúme, mas ainda tenho dúvidas.
Então... Fico aqui pensando: será que se eu tivesse escolhido outro curso, eu seria mais feliz, ou teria, ao menos, um pouco de paz? Será mesmo que tudo o que está acontecendo é uma puta sacanagem do kosmos, ou foi essa MINHA escolha errada que está atrapalhando tudo. Vejo pessoas que detesto aparentemente felizes pelas redes sociais, vivendo suas vidas e propagando amor. Eu só consigo propagar o vírus da gripe.
Agradeço, aqui, ao meu país, por me proporcionar um plano de carreira ótimo como professora, por valorizar o serviço de uma historiadora que ama o que faz, e principalmente, pelas campanhas super verdadeiras sobre a carreira do magistério, que me faz sentir muito mais idiota a cada dia.
Acabo o texto ainda com muito ódio no coração, e a espera do ano de 2013, se este realmente acontecer. Se 2012 for o ano do fim do mundo, só espero estar linda e maravilhosa, já que feliz me parece uma forma impossível de entrar para a eternidade dos astros.
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